Versões de passeio x Aventureiros

Almas gêmeas, condutas nem tanto: Comparamos dupla a dupla as versões urbanas com as irmãs de espírito aventureiro

Os aventureiros urbanos são sérios concorrentes dos carros de que derivam. A Fiat, por exemplo, esperava que o Idea Adventure ficasse com 30% das vendas do modelo e, no início deste ano, anunciou que chegou a 42%, desde o lançamento da versão em setembro. A rivalidade é compreensível. Afinal, dependendo da quantidade de equipamentos, o Idea Adventure custa tanto quanto um HLX (que, básico, é mais barato). Essa coincidência de preços não é exclusividade da Fiat. Ocorre também em outras marcas, sempre que um aventureiro vem se juntar à oferta, e deve ser levada em conta por quem se candidata a dono de um deles.

Reunimos Idea, Fox e 206 SW e suas respectivas versões aventureiras para comparar as características de cada carro em relação a seu par. Engana-se quem pensa que a única diferença entre os aventureiros e suas versões convencionais aparece no visual. Cada veículo tem seu estilo, mas também seu comportamento próprio – definido pela altura da carroceria, pela rigidez da suspensão e pelas respostas da direção, entre outras coisas. Na pista de testes, as versões aventureiras ficaram atrás das normais. Por serem mais leves, usarem pneus com menor resistência ao rolamento e contarem com melhor aerodinâmica (graças à menor altura em relação ao solo), as versões regulares têm melhor desempenho e ainda consomem menos, como verificamos.

Ainda que equalizadas em termos de preço, os valores de seguro entre as duas versões são diferentes. Os aventureiros urbanos tendem a pagar mais. “O maior problema desses modelos é o custo de reparação”, diz Marco Paiva, que é superintendente de gestão de risco da SulAmérica Seguros. “Eles têm muitos acessórios – na maioria, externos – que encarecem o conserto no caso de colisão”, afirma. Em relação aos roubos, as seguradoras ainda não dispõem de histórico que comprometa uma ou outra versão.

O custo da manutenção é semelhante nas duas versões, no que diz respeito aos preços de mão-deobra e peças que são comuns às duas. E, na hora de vender, as versões standard costumam ter mais vantagens. “O mercado para os veículos especiais é mais restrito”, diz George Assad Chahade, presidente da Assovesp, associação que reúne os lojistas do estado de São Paulo. “Elas depreciam mais que os outros, o que já é um problema, mas ainda assim chegam às lojas com preço acima da média do segmento, tornando mais difícil vender”, afirma o especialista.

Além de ouvirmos o mercado, as fábricas e as companhias de seguro, convidamos dois especialistas – o piloto e instrutor de off-road Cacá Clauset e o piloto de teste de pneus César Urnhani – a dar suas opiniões na análise, dupla a dupla.


– IDEA HLX: R$ 48 570
Instale ABS e duplo airbag e ele custará quase um Adventure.

– IDEA ADVENTURE: R$ 53 650
Com todos os opcionais, bate em 75 938 reais.

– FOX SPORTLINE : R$ 38 950
Por 44 380 reais, você leva ABS e rádio com CD e MP3.
– CROSSFOX: R$ 44 215
É pouco equipado. Com ABS e airbag, custa 51 175 reais.

– 206 FELINE : R$ 49 900
Raro exemplo de modelo de rua mais caro que o off-road.
– 206 ESCAPADE: R$ 48 850
Só precisa de airbag – aí o preço vai a 50 750 reais.

 

por:Natalia

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